Jogos de Sedução: Véu de Noiva (Cap.3)

Um conto erótico de Antonio Novaes
Categoria: Homossexual
Data: 11/02/2020 23:12:40
Última revisão: 12/02/2020 00:18:23
Nota 10.00

Acordei de manhã, depois da festa e os empregado já haviam começado a limpar a casa, fui em direção à cozinha e encontrei D. Lourdes preparando o café da manhã.

- Lourdes sabe dizer se o Mexicano já acordou- falei tomando uma xícara de café .

- já sim, ele foi no Dieguitos, comprar algo, ele não me disse , mas pediu pra preparar algumas guloseimas para levarem no passeio.

- Ótimo, eu já ia pedir mesmo!!! Até que ele é proativo. Vou estar na sala esperando ele.- disse eu guardando as comidas que Lourdes tinha feito pra gente.

Logo depois ele chegou, com uma mochila, de calça de exercício, blusa branca e tênis.

- Que bom que você chegou, eu separei ali na mesa, água, lanterna, isqueiro, uma manta, kit de primeiros socorros e capa de chuva.

- Chico, tem certeza ??? O tempo tá muito ensolarado, não precisa levar manta e capa de chuva, acho difícil mudar.- disse o mexicano

- na previsão não deu chuva, mas vamos levar, só por precaução.- disse eu

Antes sairmos ele dispensou os seguranças, apesar de que o Tito, aquele que é carecão ainda não tinha chegado da noitada com Lucio.

Iniciamos por uma trilha estreita e de mata densa.

- Juan, nessa mesma área, porém mais a frente existe uma caverna muito famosa, aqui na região ,em que os apaixonados fazer juras de amor.

- Sério?

- Não né (risos), a ideia até essa, um lugar romântico no meio do paraíso. A lenda surgiu devido a desenhos feitos ao redor e no interior da caverna, que representam as formas de amar dos povos antigos que viviam aqui a milhões de anos. Hoje as pessoas costumam vir pra cá para se drogar.

- Nossa que triste!!!- disse ele.

- Muito triste mesmo, mas ainda existem turistas que procuram por ela, na esperança de que a caverna abençoe o amor deles. A localização da caverna também ajuda muito pois fica perto da via expressa da cidade, ou seja tem mais acessibilidade ao turismo, no entanto para nós, é mais longe chegar lá. - falei

-Vamos para de falar sobre a caverna, tenho certas curiosidades a respeito de você, Mexicano.- falei.

- Soy um livro abierto, Rico!!!

- Então me conta , você é casado? Filhos? Gosta de alguém? Sei lá, qualquer assunto.

- A pessoa de quem eu gosto é você.- disse Juan.

- Para bobo !!!

- É sério, você me enfeitiçou de uma maneira , que não consigo parar de pensar.

Fiquei calado e ele continuou

- Bom, eu fui casado por 5 anos e sou divorciado há 13 anos. Casei porque engravidei minha melhor amiga de juventude.

- Nossa não sabia disso, meu pai só me disse que você é solteiro.

- Eu quando voltei ao México, levei comigo essa minha amiga que espera um filho meu. No início foi complicado, mas ela se acostumou, ficamos bons 5 anos casados, mas éramos amigos do que marido e mulher, e eu era gay, e já tinha consciência disso na época. Quando ela decidiu voltar ao Brasil, pra criar nosso filho, eu fiquei arrasado, ficar longe do meu pequeno doeu muito. Mas foi melhor pra ela naquele momento.

- vocês ainda se falam- disse eu.

- Sí. Eu venho ao Brasil todo ano, na próxima semana eu vou a São Paulo, visitar meu filho e queria muito que você me acompanhasse.

- Que ????

- Por que o espanto ?

- É um momento muito pessoal e familiar , nada a ver me levar.

- Você é especial pra mim, e quero você ao lado.

- Obrigado, mas deixa eu pensar primeiro, pode ser algo precipitado e sua família pode não gostar de mim.

- Quem tem que gostar de você sou eu y punto.- disse Juan

- Como é sua relação com seu filho?- falei

- É boa. Ele me liga uma vez por mês, mas nossa relação não é de pai e filho, estamos mais para amigos distantes. Nossos pensamentos e cultura são diferentes, mas eu o amo e confio na índole dele.

- Você não existe !!!!- disse eu.

- Existo sim, mi amor, estoy aquí.- disse ele rindo.

- Bom você tá solteiro mesmo !!! Sem ninguém?

- Estou solteiro já tem 4 anos. Meu último namorado me roubou, enquanto eu estava doente.

- Nossa que mal cárter!!!!

- Me abandonou quando descobri que tinha leucemia. Os médicos disseram pra mim que eu sou um milagre, mas passei por muita coisa ruim até me recuperar, hoje em dia eu enxergo a vida diferente. Depois disso eu conheci algumas outras pessoas, mas nada sério. Vamos parar de falar de mim, me conta sobre você!!!

- Bom como você já sabe, a Stephanie era Minha melhor amiga, confidente e sempre me ajudou, principalmente quando percebi que era gay. Estudamos juntos, crescemos juntos, éramos nós três contra o mundo ( Eu, Stephanie e Lucio). Mas piorou quando o menino prodígio da cidade, o Beto, se apaixonou pelo viado rico , que sou eu.

- Viado rico ???

- Era isso que me chamavam na época, mas enfrentamos tudo pra ficarmos juntos. Até meu pai fazia gosto da nossa relação, o Roberto iria junto comigo pra São Paulo, e moraríamos no apartamento que meu pai nos deu. Quando viajei pra fazer a matrícula da faculdade, ele relaxou e o Lucio flagrou e gravou os dois juntos no maior amasso, na frente do bar mais badalado do centro da cidade de Santa Barbara.

- Você nunca percebeu as intenções dela?

- Não percebi em momento nenhum, ela parecia ter a mesma afinidade que o Lucio tinha com ele, éramos amigos, por isso não vi mal.

- E nem a dele?- disse Juan.

- Não, mas eu sabia que talvez alguma hora ele não conseguisse, suportar a pressão familiar, em arrumar um casamento com uma mulher. O pai dele é um babaca, metido a machão Hétero, que ofereceu até dinheiro pra transar com Lucio. – falei.

- Esses enrustidos mierda !!!!

- Pois é , na época eu pedi segredo pra não magoar o Roberto e abalar a família dele, mas me arrependo. Aquele velho safado e o filho babaca dele, merecem um choque de realidade.

- Precisam mais do que isso, falta bom senso e humanidade, coisas que deveriam ser essenciais nas pessoas, mas hoje são raras. – disse o Mexicano.

- Imagino o que você passou, foi traído muitas vezes, mas o pior inimigo é o preconceito, que destrói tudo é continua existir na vida das pessoas desse lugar. Mas toda a dor só é curada com o tempo, muita análise com terapeuta e um novo amor.- disse o Mexicano sorrindo.

- Você falou certo, concordo com tudo que você disse !!! (Risos) – falei.

- Continuando, depois disso eu não namorei ninguém, só fiquei, até que você chegou nessa última semana e virou minhas estruturas mentais de cabeça pra baixo.- falei isso, enquanto sentia meu coração sair pela boca.

- Eu também senti isso, parece como se fosse um encontro de almas.- disse o mexicano.

- Deixa de ser dramático, Juan. Mas não vou negar que é forte.

- Janta comigo amanhã???

- Como assim?

- Estou te convidando pra sair, vamos jantar fora, tomar um vinho...

- Vinho não, mezcal !!!

- Mezcal então!!! Passaremos uma noite agradável, longe te todos e dos problemas do dia- a- dia. O que acha ?

- Aceito !!!!

- Posso saber aonde vai me levar?

- Não, isso será surpresa. – Disse ele.

- Humm, todo misterioso!!! Agora vamos mudar de assunto, qual a sua cor e série de TV preferida.

Ambos rimos e continuamos nesse papo amistoso pelo final da manhã e início da tarde, até que chegamos na cachoeira.

A cachoeira era linda, a cascata dela parecia um véu de noiva e o poço aonde estávamos não era muito fundo, por sorte não tinha nenhum turista, e o tempo estava começando a nublar, mas o calor ainda era intenso.

Quando eu olho pra trás pra convidar o mexicano pra entrar na água, o mesmo encontrava-se de sunga azul claro com alguns detalhes brancos.

Ele exibia aquela barriga trincada, um peitoral bem definido, coberto de pelos, braços enormes e um sorriso largo. Parecia uma criança, saiu correndo igual a um bobo e caiu na água, respigando em mim.

Tirei minha roupa e entrei de sunga preta na água, e meu pau já estava tão duro, que não tinha como esconder.

Eu estava tão excitado, que estava arrumando qualquer desculpa pra me esfregar naquele corpo magnífico, depois daquela dança de ontem, algo dentro de mim que só era uma faísca , agora tinha virado uma labareda, então inventei a ideia de brinca na água.

- Ei mexicano duvido você me pegar. Você não me alcança!!

- Niño, no juegues con fuego.

Não demorou muito até ele me agarrar por trás,pressionar firme contra seu membro duro, beijando meu pescoço, enquanto põe a mão por dentro da minha sunga.

Nesse momento eu criei forças e desvencilhei dele. Fui atrás do que eu queria realmente.

- Eu quero chupar você!!!! Retribuir o favor, e confesso que não paro de pensar em você desde aquele dia no quarto.- falei sem nem acreditar na coragem que tive.

- (Gargalhada) Porque não pediu? Ricardo te quiero mucho, mas pensei em ir mais devagar com você.

- Esquece o devagar, eu quero muito sentir teu gosto, eu preciso de você – uma onda de urgência e desespero correu por mim.

- Vem comigo.- disse ele

Me levou até uma pedra, em que ele tirou a sunga, e sentou peladão de frente Pra mim.

Comecei a beijar a coxa dele, bem devagar, nossos olhos se fixaram um no outro, como se adivinhássemos, tudo o que o outro quer. Cheguei no saco dele, e com a ponta da língua fui lambendo o saco dele, até colocar as bolas dele dentro da minha boca e sentir aquele gosto salgadinho.

Enterrei minha cara nos seu pentelhos, comecei o movimento de vai e vem na rola dele. Minha mão mal fechava de tão grossa, e continuei até ver a rola dele babar.

Quando vi aquele filete de pré-gozo, engoli a rola dele de uma vez só. Ele segurou minha cabeça pela nuca e começou a socar dentro da minha garganta.

Minhas mãos passeavam pelo seu corpo, enquanto eu mamava a cabeça de cogumelo da rola dele, e percebia os seus espasmos de prazer.

Fiquei um tempo mamando ele ali na cachoeira até que avisou que iria gozar, inundando minha boca com a porra espessa e meio salgada.

- Me come aqui e agora, por favor.- disse eu ao pé do seu ouvido.

Percebi na hora os olhos dele brilharam, mas o tempo mudou e iniciou uma chuva que broxou nossa libido.

Corremos para a margem da Cachoeira e nos vestimos, porém antes de terminar, ele me agarrou e beijou. Foi um beijo muito desejado, com certa selvageria. As mãos dele passeavam por todo meu corpo, enquanto a chuva só aumentava.

Parecia que o tempo tinha parado, só nos separamos quando o primeiro raio, caiu ali perto de onde estávamos.

Vestimos nossa capa de chuva com urgência e saímos correndo dali.

Naquela correria de tentar voltar para a trilha, eu tropecei numa pedra e cai no chão batendo minha cabeça num tronco de madeira logo ali na frente.

Eu apaguei na mesma hora. Não consigo lembrar exatamente no que eu sonhei enquanto estava apagado, porém um barulho de choro muito alto, me fez despertar e sentir uma forte dor de cabeça.

- Mi amor, Graças a Deus que você acordou, como está?

- Com muita dor de cabeça, Mexicano. Onde estamos ?

- Lembra daquele caverna que você falou mais cedo ?

- Sim, a caverna dos apaixonados.

- Então eu te peguei no colo, e comecei a procurar um abrigo, para nos proteger do raio. Mi amor, eu estava perdido, e o celular está sem rede, a única coisa que pensei foi me abrigar aqui.

- Você fez bem, se continuar por 40 min. chegaremos na via expressa da cidade.

- Que horas são? – perguntei

- São três da manhã.- disse Juan

- Minha nossa, eu apaguei por muito tempo.

- Eu pensei que tivesse te perdido.

- Eu tô vivo !!! Não fica assim não.

- Por sorte achei, o isqueiro e alguma coisas pra queimar junto com os gravetos que estavam aqui, para que não ficássemos com frio.

- Fica tranquilo, daqui a pouco vai clarear, então podemos andar até a pista.- falei

- Te amo, mi cariño !!!! Disse ele me roubando um beijo doce e calmo.

Fiquei completamente sem reação, nem respondi, a atração entre a gente é evidente, mas eu ainda não estava preparado pra dizer isso. Também coitado, achou que eu tivesse morrido.

- Muito obrigado Mexicano, te devo a minha vida.

- Você não me deve nada, mi amor.

Quando surgiram os primeiros raios, andamos devagar por dentro, da floresta até chegar a via, mas depois de um tempo eu estava muito fraco e Juan me levou no colo pelo restante da trilha.

Estava me dando uma vontade de dormir, muito forte de novo, mas Juan me manteve acordado até chegarmos na pista.

Para nossa sorte, um carro estava passando, e pedimos carona até o hospital, era o Pedrinho, filho do seu Arlindo do material de construção, que estava indo abrir a loja.

Ele nos deixou na porta do hospital, e depois disso eu apaguei novamente.

Acordei lentamente e percebi que estava num quarto de hospital, e chamei por Juan, mas ao olhar para o lado vi minha mãe, vindo em minha direção com feições bem cansadas.

- Mãe cadê o Juan???? O que houve com ele.- falei agitado.

Porém antes de responder, a porta do quarto se abriu e por um segundo eu achei que fosse o Juan, mas era o maldito do Beto, que veio gritando em minha direção.

- Meu amor, Graças a Deus você acordou !!! Eu estava desesperado, tive tanto medo de te perder !!!!- disse Beto.

- Oi ????????????????????

OBS:Queridos leitores, me desculpem pelos erros, ortográficos e de formatação, pois estou usando o celular para redigir os textos.

Caso queiram continuação, comentem aqui embaixo e deixem seu voto.

Abraços.


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Comentários

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12/02/2020 22:36:14
ISSO NÃO VAI DAR COISA BOA, TRIÂNGULO AMOROSO. BETO, RICO E JUAN. ALGUÉM VAI SAIR MACHUCADO NESSA RELAÇÃO. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS VEREMOS.
11/02/2020 23:45:25
Queeeeeee

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