Efeito Pigmalião_6

Um conto erótico de Lobo Neon
Categoria: Homossexual
Data: 08/10/2019 09:18:46
Nota 10.00

Cap6: Os amigos do Eduardo. Enfim livre

— Bonita a pulseira — Dani comentou. Ela, Gabriele e eu estávamos caminhando pela calçada. Todos os sábados fazemos aula de natação de recriação.

— Onde comprou? — perguntou Gabi.

— Na verdade foi um presente — falei.

E então as duas gêmeas me olharam com curiosidade. Oh, por que eu não simplesmente inventei uma desculpa?

— Você não vai falar? — insistiu Gabriele, enquanto eu estava em silêncio olhando para frente.— Mentira! Então tem mesmo alguém? Quem? — acrescentou ela.

Fiquei vermelho.

— Esta pessoa não é daqui.

— Qual é, Cley? Diz quem é — Gabi insistiu. Dani estava quieta ao lado dela.

— Por enquanto não — acrescentei: — É que a gente ainda está se conhecendo.

— Ela é bonita? Ah, Cley, fala logo quem é.

— Para, Gabi! O Cley vai falar quando ele quiser — disse Dani, séria, calando a irmã.

Quando chegamos na academia, eu fui logo me trocar. Nadei bastante com as meninas, que depois foram conversar com outros caras de outra piscina. Elas me largaram sozinho num canto vazio da piscina.

Mergulhei fundo na água, lá encontrei um homem parado à minha frente, que sorria enquanto olhava para mim. Eu logo sorri de volta ao reconhecê-lo. Era o Eduardo. Ainda submerso nadei lentamente até ele. Fechei os olhos ao beijar os lábios dele, quando os abri novamente, não tinha mais ninguém ali comigo. Estava com saudades dele, não o vi ontem, queria que ele realmente estivesse ali comigo. Porém, mais tarde recebi uma ligação sua, que me convidou para ir num bar.

— Num bar? — indaguei, surpreso, pelo celular.

— Vamos, quero te apresentar uns amigos — disse ele me convencendo. E mais tarde, já no carro dele, eu perguntei:

— O que devo falar se seus amigos perguntarem sobre você e eu?

— O de sempre: que você é meu aluno... Que sou seu professor particular.

— Mas você vai me levar num bar.

— E...?

— Isso é meio estranho, não? — argumentei.

— Você é só o meu aluno, um aluno especial que estou levando para... um bar — ele suspirou. — Tem razão, é meio estranho, mas confia em mim. Eles não vão fazer muitas perguntas — ele me convenceu.

Chegamos ao bar. Ele era grande, de paredes marrons e tinha dois andares. O primeiro tinha algumas mesas verdes de sinuca e, perto dum balcão, uma pista de dança debaixo do segundo andar. Este era provavelmente onde tinha os principais coquetéis e petiscos. Também tinha um telão na parede, e tocava música dos anos 80 ou 90.

Eduardo e eu subimos as escadas e encontramos seus amigos no segundo andar. Eles estavam sentados em duas mesas que foram unidas.

— Oi, pessoal — disse o Eduardo. E todos se levantaram para cumprimentá-lo com um abraço.

— Há quanto tempo, eu estava ficando preocupada — disse uma loira, abraçando forte o professor.

— Este é o Cleyton — Eduardo me apresentou para os cinco à mesa. — Cley, esses são a Nathalia, Anderson, Mônica, Andreia e Cauê.

— Oi — os cumprimentei. Os cinco me responderam educadamente.

Era um grupo de amigos bem diversificado e ao mesmo tempo pareciam ter um mútuo ar de amizade. Todos aparentavam estar na mesma casa de idade do Eduardo.

A Nathalia era a loura. Talvez a mais diferente do grupo, vestia uma camiseta preta, usava um batom escuro e duas correntes prateadas ao redor do pescoço. Ela estava ao lado da Andreia, que possuía um rosto risonho. Era amarela — supostamente de descendência japonesa. Soube depois que as duas eram namoradas.

Dos dois rapazes, tinha o Anderson, que era um morenão de cabelo curtinho. Ele estava junto da Mônica, uma ruiva de cabelo encaracolado, que presumi ser sua namorada. E o outro cara, um loiro barbudo e de cabelo comprido, era o Cauê.

Nos sentamos à mesa. Um garçom trouxe uma rodada de coquetéis. E com esforço consegui que o professor me deixasse beber também.

Conversas sobre qualquer coisa, como uma partida de futebol, seguiram na mesa. Não houve muitas perguntas sobre mim, mas os amigos do professor ficaram sabendo que eu era aluno dele.

— E o torneio de jiu-jitsu, vocês vão? — disse Eduardo, terminando um copo de cerveja.

O torneio de jiu-jitsu seria na próxima terça à noite. Eu já tinha dito ao Eduardo que iria com ele.

Um garçom trouxe mais petiscos e coquetéis.

— Ei — Eduardo segurou minha mão, quando eu ia pegar mais um drinque.

— Só mais um — pedi.

— Nem pensar! Você já tomou dois. Quer um refrigerante?

— Tá, pode ser — suspirei.

Todos riram, enquanto me olhavam curiosos.

— Não vamos jogar sinuca? — indagou Cauê e se levantou da mesa. O Eduardo e o Anderson se levantaram também.

— Você vem, Cley? — o professor perguntou, quando viu que eu não me levantei da cadeira.

— Não, pode ir... Depois eu vou — disse e voltei para minhas batatas fritas.

Ficaram comigo a Nathalia e a Andreia. Para esta primeira eu disse:

— Bonitas as tatuagens — Observei os braços finos e tatuados da Nathalia.

— Valeu. São bem legais, não são? — Ela esticou os braços para eu ver melhor.

— A que o Eduardo tem é bem legal também — comentei.

— Ele te falou sobre ela? Sobre a história dela? — Nathalia pareceu surpresa.

— Sim. E posso supor que você tenha sido algum tipo de influência, não? — aventurei, sorrindo.

— Ah, sim. A ideia foi dele, mas acho que a influência foi realmente minha. Eu levei ele pra fazer, ajudei escolher a tatuagem — ela fez uma ligeira pausa e perguntou: — Mas ele te contou mesmo sobre ela?

Fiz que sim, mas não deveria ter continuado com aquilo. Onde eu estava com a cabeça? Dando brecha para a Nathalia desconfiar do Eduardo e eu.

Ela então olhou seria e fixa para mim, como se estivesse decidindo se me contaria algo — e falou.

— Toda tatuagem tem um significado, e a do Eduardo tem um muito profundo. É uma tatuagem de superação. Eu também tenho uma, olha...

Ela levantou o braço e me mostrou, embaixo do seu bíceps direito, sua tatuagem. Era duma ave grande que levantava vôo, após destruir de dentro para fora a sua prisão — ficou evidente que o pássaro tinha crescido, assim pôde arrebentar as grandes da gaiola e se libertar.

— Ah, então... Você também tentou — hesitei.

— Tentei sim — disse ela e bebeu um gole do seu drinque.

Andreia, que ora olhava para a tela do celular, ora para a nós, pareceu apreensiva com rumo da nossa conversa.

— Agosto de 2009 — Nathalia prosseguiu. Ela puxou uma faixa rosa que cobria o pulso esquerdo e me mostrou cicatrizes de cortes nele. — Coisas ruins acontecem... e a burra aqui acha uma saída. Uma boa bebida e uma lâmina — ela fez uma ligeira pausa ao cobrir o pulso novamente. Deu um gole do drinque novamente e completou: — Eu fiquei louca quando vi o sangue esguichando para todos os lados. Saí correndo e gritando, procurando ajuda — ela riu.

— Nathi — exclamou Andreia beliscando de leve o braço da namorada.

Ergui as sobrancelhas. Estranhei a forma como Nathalia falou de algo tão sombrio: sua própria tentativa de suicídio. Ela disse naturalmente, como se estivesse falando de uma trivialidade — mas para ela talvez já seria.

Nathalia parou de rir e olhou para mim.

— Assustei você? — perguntou ela. — Me desculpa, é que... quando eu começo a falar...

— Tudo bem. Gostei da sua... transparência. Dividir isso com alguém talvez possa ajudar, eu vi isso no Eduardo, mas acho que ele ainda não superou completamente.

— Mas ele te contou por que fez aquilo, não contou?

— Não em detalhes, mas ele mencionou... desilusão amorosa. Eu não toquei mais no assunto.

Arregacei as mangas da minha camisa até o meio do antebraço, descobrindo minha pulseira. Foi quando Nathalia disse:

— Bonita a pulseira. É um pingente?

Assenti.

Ela então pegou o meu pulso e olhou curiosa para o pingente prateado, e de repente seu rosto ficou sério.

— Uma corsa... Gostei — disse ela, em seguida olhou lá para baixo, para a mesa de sinuca onde o professor estava. Depois largou o meu pulso e perguntou: — Você e o Eduardo se conhecem há quanto tempo mesmo?

— Desde do ano passado, mas só agora ele está sendo meu professor particular. Aulas de reforço.

— Legal — disse antes de beber todo o seu drinque. — Então, Cley, realmente você não é um simples aluno, estou certa? — O seu tom de voz saiu mais sério e com uma certa curiosidade.

— Sim... Eu acho que sim — concordei. — Sou amigo dele. Você e o Eduardo, como se conhecerem?

— De um grupo de apoio... para suicidas, obviamente. O Eduardo é um grande amigo meu, nos ajudamos a carregar as dores um do outro. E depois que conheci a Andreia tudo melhorou — As duas se entreolharam. Nathalia voltou seu olhar para mim e acrescentou: — E você, Cley, o que carrega?

— Eu?

— Sim, todo mundo carrega uma dor... ou cruz, sei lá. Qual a sua?

— E-Eu... eu não sei — gaguejei.

— Ela ainda não deve ter chegado, mas um dia vai.

Olhei sério e fixo para ela, que riu:

— Te assustei de novo?

Não respondi. Virei-me para Andreia, que tentou mudar o clima da conversa:

— Como é ter aulas com o Eduardo?

— O Eduardo é um ótimo professor... ele é muito bacana também — falei.

— É... Ele é sim — disse Nathalia, e se ergueu da cadeira. — Só não brinca com ele — ela sussurrou perto do meu rosto, num tom de voz sério e talvez ameaçador. Passou por mim e foi para o primeiro andar.

Me perguntei se ela sabia do meu caso com o Eduardo, deduzi que sim. Mas como?

— Eu não sei o que deu nela. Talvez tenha sido a bebida — disse Andreia com um sorriso simpático.

Assenti.

Andreia voltou o olhar para a tela do seu celular, e eu fitei ao redor do bar, parando meus olhos nas mesas de sinuca. Me senti muito desconfortável ali. Troquei olhares com o Eduardo, que acenou para mim, fui ao encontro dele. Andreia também desceu.

— Tudo bem? — Eduardo perguntou. Ele estava do meu lado, olhando para o Cauê, que se concentrava no seu lance da partida de sinuca.

— Sim — respondi. — Posso tentar... encaçapar uma bola?

Eduardo me entregou o seu taco, se posicionou atrás de mim e me orientou:

— Abaixa mais o taco... Isso. Tenta na bola azul — ele disse próximo ao meu ouvido, enquanto suas mãos tocavam nas minhas. Senti sua respiração no meu pescoço.

Com o taco atingi a bola branca, que impulsionou a azul até uma caçapa num canto da mesa.

— Boa — exclamou Eduardo. — Mais cinco pontos, somando dezessete.

Logo depois foi a vez do Anderson. Mônica estava do seu lado, torcendo por ele.

Ficamos todos jogando sinuca por um tempo. E então começou a tocar Tempo Perdido, do Legião Urbana.

— Eu adoro essa música — disse Nathalia. Largou o taco de sinuca e puxou Andreia pelo braço e nos chamou: — Venham! Eduardo, Cley, venham dançar!

— Vamos — disse Edu, sorrindo.

— O quê? — Ergui as sobrancelhas.

— Vem — Ele me puxou pela a mão.

E fomos todos para a pista de dança. Tinha mais pessoas lá, cada uma dançando do seu jeito. Umas num ritmo mais acelerado ou mais lento, como o Eduardo e eu. Ele me surpreendeu quando pôs suas mãos em minha cintura — coloquei as minhas em seus ombros. Olhei para ao redor e não vi olhares curiosos sobre nós. Eram apenas dois amigos ou irmãos dançando junto, isso deveria ser o que pensavam — não que eu me importasse tanto.

Aquele canto do bar tinha uma iluminação peculiar. Era sombreada, como o escuro dum baile ou balada, vestida com um azul pálido; além disso, no teto tinha um globo de LED que espalhava círculos de luz amarela e rosa para todos os lados.

— Renato... — Eduardo disse. — Acho que chorei quando ele morreu.

— Você era fã do Renato Russo? Você tinha quantos anos? — perguntei.

Eduardo franziu a testa:

— Eu tinha 10... quase 11 anos, quando ele morreu. Eu gostava dele por mais influência do meu pai. O Renato era o ídolo dele... e ainda é. Ele sempre gostava de tocar sua coleção de álbuns do Legião Urbana quando estava em casa ou no carro.

— Que triste ele ter morrido tão jovem — comentei.

— Foi sim. Ele não é um ícone pra mim, mas tenho que reconhecer... A voz dele é perfeita, não é?

— É sim.

Eduardo me aproximou mais do seu corpo, então eu apoiei o meu rosto sobre o seu peito. Ficamos ali dançando, até que fomos embora.

O professor me deixou em casa e, antes de eu sair do carro, ele perguntou:

— Vai fazer o que amanhã? Quer passar o domingo comigo?

— Bem que eu queria, mas amanhã não dá — eu disse num tom de voz um tanto apático, e completei: — Eu tenho que ir pra igreja.

Eduardo ergueu as sobrancelhas.

— Eu não sabia que você era... Religioso.

— Não é bem assim, é... complicado — falei.

— Tudo bem.

— Mas à tarde estou livre.

Eduardo abriu um sorriso largo. Saí do carro, fechei o portão da minha casa e segui para a porta. Encontrei o meu pai sentado nos degraus da escada da varanda, ele não estava com uma cara boa.

— Você sabe que horas são? E que carro era aquele que você saiu? — ele exclamou, irritado, ao se erguer dos degraus.

— Pai, eu... — gaguejei.

— Você o quê? Já são quase duas da manhã. Onde você estava? Não atende mais o celular? A sua mãe está lá na sala morrendo de preocupação — ele me censurou.

— Me desculpa...

— Não é porque você está saindo com alguém, que pode chegar a hora que quiser em casa.

Senti que seus olhos, azuis como chamas dum maçarico, poderiam me tostar naquele momento.

— Pai, era só o professor Eduardo... ele me deu uma carona.

— Como assim o professor? Explica isso direito.

— Eu saí com os meus amigos e encontrei o professor. Ele me apresentou alguns amigos dele, a gente ficou conversando e... eu perdi a hora. O professor me deu uma carona, só isso — eu disse com tanta convicção que eu até poderia acreditar na minha própria explicação. Dizer meias verdades estava virando rotina, e isso não era bom.

O rosto do meu pai ficou menos tenso:

— Mas você não é de fazer isso, não poderia ao menos ter ligado?

— Pai, eu já pedi desculpas.

Entrei e ainda tive que aguentar mais sermões, o da minha mãe.

Na manhã do dia seguinte, eu fui para a igreja com a minha família. Depois do culto fomos para o jardim, onde teria um almoço com a congregação.

Minha mãe trouxe uma torta de frango e pediu para eu cortá-la em fatias. Eu estava apenas concentrado nisso, quando uma mão tocou no meu ombro. O pastor Roberto.

— Oi, Cleyton — ele disse cordialmente, sorrindo. — Podemos conversar?

Estranhei.

— Eu só quero fazer umas perguntas. É rapidinho.

Larguei a faca sobre a mesa e andei com o pastor até um canto mais reservado do jardim. Nos sentamos num banco debaixo duma árvore.

— Está tudo bem, Cleyton? — começou o pastor Roberto. — Desde que saiu do coral notei que você está um pouco distante ultimamente... O seu olhar mudou, parece estar com o pensamento longe... Não parece estar à vontade durante o culto.

Houve uma ligeira pausa. O pastor então pôs sua mão no meu ombro e disse:

— Pode se abrir comigo, sabe que posso ajudar.

— Não está acontecendo nada — eu sorri, tentando transparecer confiança. Não o convenci.

— Cleyton, pode me falar, seja o que for eu não vou julgá-lo.

— Está tudo bem comigo... Sério.

Roberto me olhou com um olhar duvidoso, ajeitou seus óculos e disse:

— Tudo bem, não vou mais insistir. Mas qualquer coisa.. Sabe onde me encontrar, não sabe? — ele sorriu gentilmente.

— Eu sei sim. Obrigado.

— Vamos, antes que a torta da sua mãe acabe — ele fez uma careta.

Eu ri também, mas no fundo não me sentia nem um pouco contente e seguro. Era meio estranho está ali. Ao mesmo tempo eu gostava de estar na igreja, sim eu gostava, mas eu já tinha uma ideia da reação do pastor se ele soubesse dos meus encontros "pecaminosas" com o Eduardo. Não só a dele, mas principalmente a dos meus pais.

II

Terça-feira, eram em torno da sete horas da noite. Eu fui até a cozinha e disse a minha que eu ia sair com o Eduardo.

— Sair? — indagou ela.

— Ele me convidou pra um torneio de jiu-jitsu.

— Você e esse professor andam muito juntos, não?

— Ele não é só o meu professor, mãe.

— Não? — ela virou o rosto para mim.

— Ele é... meu amigo.

Minha mãe voltou os olhos para o guisado no fogo e disse:

— Nossa... Aluno e professor, amigos desse jeito?

— Qual o problema?

— Nenhum. Só não chegue muito tarde.

— Por isso estou avisando, pra depois não receber um sermão quando voltar... Como aconteceu no sábado — falei sarcasticamente.

— Sábado!? Você voltou da rua de madrugada.

— Tchau, mãe.

Saí e encontrei o Eduardo me esperando lá fora. O seu perfume me deixou rapidamente extasiado quando entrei no seu Sentra. Eduardo seguiu pela estrada e parou o carro numa praça. Na porta de trás entrou um morenão, eu logo o reconheci.

— Cleyton — Anderson me cumprimentou, num tom de voz com mais indagação do que de simpatia.

Ele ainda me fitou por um momento, provavelmente surpreso com a minha presença. Mas se eu já tinha ido para um bar com o Eduardo, qual o problema dele ter me convido para o torneio? Algo tão simplório ao meu ver.

Na academia de jiu-jitsu, Eduardo me deixou na arquibancada e foi trocar de roupa junto com o seu amigo. Foi quando a Nathalia, Andreia e a Mônica chegaram. Elas se sentaram junto comigo, nos cumprimentamos sutilmente.

Anderson e o professor voltaram usando kimonos azuis, como a maioria dos outros participantes, que eram no geral baixinhos e fortes ou altos e magros — só tinham apenas mais dois com o porte físico aproximado do Eduardo.

O torneio terminou por volta das 21 horas, foi quando Eduardo subiu no palanque dos vencendores — do primeiro ao terceiro lugar. Ele ficou no meio, pois ganhou em primeiro lugar. O sensei entregou as medalhas, depois teve uma sensação de fotos.

— Cley, vem — Eduardo, todo animado, me chamou para tirar uma fotografia.

Eu estava num canto próximo dele. Fiz que não com a cabeça, sorrindo envergonhado, mas o Eduardo me chamou outra vez, então cedi. Ele me abraçou de lado, logo senti o cheiro do corpo dele ainda suado. Mordi o lábio e prendi a respiração — para não agarrar o professor ali mesmo. Enfim o fotógrafo bateu a foto.

A maioria das pessoas já tinham ido embora, e eu estava sentado na arquibancada, enquanto Eduardo conversava com alguns colegas e com o sensei — num canto perto da parede branca da academia. Eu então decidi perambular pelo salão. Analisei alguns quadros nas paredes, com fotografias de outros campeonatos, alguns selos e troféus. Vi fotos do Eduardo com colegas e em outros campeonatos de jiu-jitsu — com ele premiado em segundo, terceiro lugar. Aquela era provavelmente a segunda vez que o Eduardo ganhou em primeiro lugar.

— Cley — o professor me chamou de repente. Ele estava atrás de mim.

— Parabéns, Eduardo — eu disse ao virar para ele.

— Obrigado — ele sorriu timidamente.

Fiz uma pausa, mordi o lábio inferior e depois disse:

— Também com esse corpo... Não me impressiona que tenha ganhado em primeiro lugar.

Eduardo contestou:

— Não é só questão de massa, Cleyton. É preciso estratégia, determinação.

— Ah, é? Quero ver então.

— O quê?

— Você não disse que não é questão de massa? — Mostrei os dois punhos para o Eduardo, numa forma de ataque. — Vem, eu vou acabar com você.

Eduardo riu, mas logo se aproximou de mim, também em modo de defesa.

Circulamos pelo tatame, ali estava só nós dois. Eduardo fez uma rápida menção de ataque e depois, num instante, me agarrou e me imobilizou no chão. A sua respiração quente e acelerada batia no meu rosto. Em vão me contorcia, estava completamente preso a ele. Nossos olhos se cruzaram, então me rendi a imobilização do Eduardo. Foi quando senti o seu pau duro pressionando na minha barriga.

Nessa hora fomos surpreendidos pelo Anderson:

— Edu, você vem?

Eduardo olhou para trás e acenou para seu amigo, em seguida voltou para mim.

— Eu já volto, só vou tomar um banho — disse ele e saiu de cima de mim. Ajeitou o seu pau no kimono, sorriu de um jeito safado, e saiu.

Fiquei um momento estirado no tatame. Desci minha mão alisando meu pescoço e peito, até o meu ventre, enquanto suspirava suavemente. O cheiro do meu homem ainda estava em mim.

Depois de um tempo, fui procurar o Eduardo no vestuário, mas parei na entrada dele ao ouvir vozes abafadas e conhecidas.

— Se realmente estiver acontecendo algo entre vocês dois — era o Anderson falando. — Sabe que isso pode dar problema, um problemão, não sabe? Ele é seu aluno... mas muito além disso... — ele fez uma pausa. — Eduardo, o que você está pretendendo com isso? A Nathalia disse quê...

— O que ela disse? — Eduardo quis saber. Sua voz estava impaciente.

Anderson fez novamente uma pausa, então prosseguiu:

— Achei que você já tinha superado.

— Mas eu não fiz nada demais — Eduardo pareceu se irritar. — Eu só... Olha, o Cley é assunto meu, ouviu?

— Cara, eu só estou tentando ajudar...

— Eu agradeço, mas como eu disse: o Cleyton é assunto meu.

E então ouvi passos vindos até mim.

— Cley... Está aí há muito tempo? — Eduardo indagou, surpreso ao me ver.

— Não, só vim te procurar. Está pronto?

— Sim, vamos? — disse ele, e seguimos para a saída.

Eduardo deixou o seu amigo em frente a um apartamento, depois seguimos para minha casa.

— Tudo bem? Está quieto — disse Eduardo.

— Eu ouvi sua conversa com o Anderson. Ele sabe da gente, não é? Assim como a Nathalia.

Eduardo demorou um minuto inteiro antes de responder:

— Não se preocupa com isso.

— Como eles ficaram sabendo?

— Eu não sei — Eduardo disse rispidamente.

— Eu acho que sabe.

— E eu já disse que não precisa se preocupar com isso. Está tudo bem.

Depois de um tempo eu assenti, virando o rosto para a janela.

No dia seguinte, no relatório do colégio, com meus amigos, notei que as gêmeas pareciam estar escondendo algo — mais precisamente a Daniele. Ela aparentava estar chateada ou triste, estava assim nos últimos dias.

— Dani, está tudo bem? — perguntei.

— Estou. Por quê não estaria? — ela disse rapidamente, pareceu disfarçar.

— Parece triste — investi.

— Impressão sua — ela negou. Trocou olhares com a irmã dela, em seguida sorriu de um jeito estranho para mim. Ela estava mentindo.

Eu não insisti para que me falassem o que estava acontecendo. As duas realmente estavam escondendo algo que não queriam contar, pelo menos não ali.

Na tarde do mesmo dia, eu fui para o apartamento do professor. Para não chamar muita atenção e também não abusar do Eduardo, achei melhor ir para a casa dele depois de almoçar em minha casa.

— No que está pensando? — perguntou Eduardo.

Eu estava quieto e olhando pensativo para a janela do seu quarto, fitando a chuva naquele fim de tarde. Tínhamos acabado de transar (de fazer algumas coisas sexuais — de gozar um num outro).

— Em nada — respondi e me aconcheguei ao peito dele.

Logo depois o professor veio com uma conversa estranha:

— Cley, me diz... Por que eu? O que você viu em mim que te atraiu?

— Como assim? Eu já te disse, não? Que você é legal, tem um corpo... — Alisei o peito dele.

— O que tem o meu corpo? — o tom de voz dele demonstrava indiferença. — Ele não tem nada demais.

— O quê? Está brincando!? — saí de cima do peito dele e o encarei. — Que merda, Eduardo! Você é um puta gostoso!

Deixei ele vermelho.

— E eu já te disse isso — acrescentei.

— Sim, mas o que tem em mim que te atrai?

Não entendi aonde ele queria chegar, porém tentei responder:

— Eu sou atraído pela sua masculinidade. Pelo o que é... natural de um homem, entende?

Eduardo balançou a cabeça em concordância, enquanto me olhava com curiosidade.

— Sou atraído por essa barba —Alisei o rosto dele, em seguida o peito —, por esses pelos... Por esse corpo e, principalmente, é claro, pelo seu caráter... sua personalidade.

— Isso não é muito difícil de encontrar por aí — ele rebateu.

— Que conversa é essa? É claro que é difícil, Eduardo — Deitei novamente sobre o seu peito. Acrescentei: — Quanto mais natural, autêntico... melhor. Mais atraente para mim. E isso seria de igual forma pra qualquer um, até se fosse uma garota.

— Uma garota, como quem?

— Eu não sei, talvez alguém como a...

Como a Dani. Merda, por que eu não percebi antes?

— Cley?

— Vamos pro chuveiro, daqui a pouco eu tenho que ir — falei enterrado aquela conversa, e logo fomos para o banheiro.

O resto da semana seguiu normalmente. A minha amiga, Dani, aparentemente andava bem, mas às vezes mantinha um olhar triste e vago. Eu já tinha prováveis suspeitas para o comportamento dela, porém se estivesse certo, eu não me encontrava preparado para enfrentar aquela situação. Só que na tarde do outro dia, de sexta, liguei para Daniele e disse para ela me encontrar no parque perto do bairro onde moravámos.

— É importante — garanti a ela, quando quis logo saber o assunto do nosso encontro.

Quando cheguei ao parque, Dani já me esperava sentada num banco. Ela estava graciosa. Usava um vestido branco e uma fita cor de vinho no cabelo liso e escuro, que ela sempre manteve na altura do seu queixo fino.

— Oi, Cley — disse ela, visivelmente ansiosa.

Fui direto ao ponto:

— Eu sei que vai parecer, mas... Dani, você sente algo por mim? Digo, mais do que amizade?

Daniele arregalou os olhos e virou rosto corado para o lado. Eu a chamei, ela então, depois de um tempo, olhou para mim e exclamou:

— O que adianta você saber disso agora? Faz um tempo que sonho com o dia em que você me note, que olhe pra mim com outros olhos. E não apenas como uma amiga.

A voz dela saiu embargada e pareceu carregada de uma tristeza profunda.

Fiquei sem saber o que falar.

— Você não vai dizer nada? — disse ela.

— Eu sinto muito, Dani. Mas...

— Mas o quê? Que só sente por eu ser uma estúpida!? Olha, Cley, me dói saber que você tem alguém e que esse alguém não seja eu.

Fiquei calado novamente.

— Cley, realmente tem outra pessoa? — Dani mordeu o lábio inferior, tentando prender as lágrimas dos seus olhos marejados.

— Tem sim — conformei.

Daniele virou o rosto novamente e secou as lágrimas com os dedos. A ouvi soluçar. Respirei fundo para o que eu estava prestes a fazer.

— Dani, a pessoa que estou ficando — limpei a garganta e continuei: — A pessoa com quem estou... não é exatamente ela.

Dani virou o rosto de volta, completamente sem entender.

Um nó se fez na minha garganta, respirei fundo novamente e completei:

— Não é ela... mas ele.

— Espera — Dani fez uma ligeira pausa. Ela parecia perplexa, então acrescentou: — Então você é...

— Sim. Eu sou gay.

Dani ficou me olhando boquiaberta.

— Para de me olhar assim e diz alguma coisa — exclamei.

— O que você quer que eu diga? Só me dê um minuto, eu... Esse tempo todo... eu, uma boba sofrendo — ela lamentou.

— Dani, não...

— Como uma idiota apaixonada! Com ciúmes de uma garota que nem existia. O homem com quem você está ficando... é um adulto?

Estranhei aquela pergunta repentina, mas balancei a cabeça positivamente.

— É o professor Eduardo? — ela aventurou.

— O quê? — Ergui as sobrancelhas, atônito. — Como assim?

— Eu sei que parece loucura, e me desculpa por perguntar isso... Mas eu vejo como você olha pra ele. Não fazia sentido antes, mas agora... E essas aulas de reforço. E você fala de um jeito dele — ela fez uma pausa, provavelmente ao notar o meu estado de tensão.

Eu não sabia onde enfiar a cara. Não sabia que meus olhares para o professor eram tão indiscretos assim. Quem mais desconfiava da minha atração pelo Eduardo ou pior, que realmente tinha algo acontecendo entre nós?

— Ai, meu Deus! Estou certa... É mesmo o professor, não é? — Dani acrescentou.

Cabisbaixo e sem pensar, eu fiz que sim com a cabeça.

— Cley, isso é...

— Eu sei o que é, tá? — elevei a voz. — Isso é totalmente arriscado e problemático.

Ela riu com os olhos cheios de lágrimas.

— O que foi? — perguntei.

— Nada, é que... Eu estava tentando arrancar de mim o que eu sentia por você... e agora parece que tudo se foi assim — Ela terminou estalando os dedos.

— Dani, eu sinto muito.

— Não, está tudo bem. Eu só não esperava estar sentindo essa sensação de estar... livre. Livre enfim.

Houve uma pausa. Dani parecia inquieta, assim como eu, e então disse:

— Cley, tudo bem você ser gay. O que temos agora é apenas amizade. Mas ainda sinto que falta alguma coisa pra acabar de uma vez com esse meu... interesse por você.

— E o que seria?

— É... — Ela abaixou a cabeça e completou, quase num sussurro: — Um beijo.

— Dani, eu não posso fazer isso.

Ela olhou para mim.

— Por que não? Uma garota é tão repulsiva assim pra você?

— Não é isso, é claro que não é isso. Eu só quero que tudo isso seja mais fácil pra você, e acho que um beijo não vai ajudar.

— Mas é o que eu quero. Por favor, Cley. Apenas um beijo — ela insistiu.

A encarei por um momento, então perguntei se ela tinha certeza do que me pediu.

— Sim — garantiu ela.

Aqueles olhos marrons não desviavam dos meus em nenhum momento. Dani parecia estar em transe, enquanto me olhava profundamente de lábios semiabertos.

Me aproximei dela, passei meus dedos pela pele suave de sua bochecha, até sua nuca; e a beijei. Um beijo lento e delicado, que durou quase um minuto inteiro. Dani desgrudou seus lábios dos meus, em seguida deslizou seu nariz pela minha mandíbula, e fungou o meu pescoço.

— Obrigada, Cley — sussurrou ela.

O clima ficou estranho depois. Eu logo tentei equilibrá-lo.

— Dani, sobre o Eduardo e eu...

— Está tudo bem. Eu não vou contar pra ninguém, nem mesmo pra Gabi. Mas acho que você não precisa esconder isso dela e nem do Leo. Afinal, somos seus amigos, não somos?

Eu disse que sim, contudo não queria que eles soubessem ainda da minha sexualidade. Daniele se manteve compreensiva.

III

Fim de tarde do mesmo dia, Eduardo e eu estávamos só de cueca esfregando nossos corpos sobre a cama. O professor estava em cima de mim, roçando o seu pau em minha bunda, enquanto beijava o meu pescoço. Sua mão percorreu meus quadris, em seguida abaixou a parte de trás da minha cueca. Ele liberou o seu membro ereto, foi quando senti uma pressão no meu buraco.

Me mantive quieto, mas então a pica dele começou a forçar mais.

— Eduardo, ei... Eduardo, não... — o chamei, enquanto sentia as pregas do meu buraco forçarem. A rola dele estava entrando dentro de mim. — Professor, para!

— O que foi? — Eduardo parou e olhou para mim.

— O que está fazendo? — indaguei.

— O quê? — indagou, confuso.

— Você disse que estava tudo bem... Que só seria o que eu quiser. E eu ainda não estou pronto pra isso — expliquei.

— Mas — ele fez uma pausa, olhou no fundo dos meus olhos e acrescentou: — Tudo bem. Me desculpa.

Eduardo saiu de cima de mim.

— Ei, a gente não vai continuar? — perguntei, me referindo à nossa transa.

— Eu não estou mais a fim — disse ele e se trancou no banheiro.

Porra! Vesti minhas roupas e esperei ele sair do banho. Depois de dez minutos ele estava de volta, e agiu como se eu não estivesse lá. Com uma toalha branca envolta da cintura, Eduardo entrou no closet atrás da cama, saiu de lá usando uma bermuda, então se sentou na cama. Com a toalha começou a secar os pés.

Eu engatinhei pelo colchão e o abracei por trás. Acanhado, eu disse:

— Eduardo, me desculpa. Não fica bravo comigo, por favor.

— Eu não estou bravo com você, Cley.

— Então o que foi? — Beijei o ombro dele.

Houve uma ligeira pausa. Eduardo deixou a toalha na cama e disse:

— Eu só achei que depois de todo esse tempo nós poderíamos avançar mais as coisas.

— Todo esse tempo? Não faz nem um mês que estamos juntos e...

— Mas você disse que estava apaixonado por mim e... — ele abriu a boca, mas se calou. Baixou a cabeça e completou: — Me desculpa, eu estou sendo idiota.

— Não, só um pouquinho impaciente. Espere mais um pouco — pedi.

Eduardo assentiu, com um olhar envergonhado.

Eu não estava mais tão ansioso para perder a minha virgindade anal, aliás, eu estava gostando que as coisas estavam indo com calma. O mais importante para mim era estar com o Eduardo, com sexo ou não, e afinal, em breve teríamos mais tempo para "aprofundar" a nosso relação. As férias de julho estavam chegando.

Comentários

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10/10/2019 01:49:54
Nice!
09/10/2019 19:56:42
Concordo plenamente que vai dar merda, mas estou aflito pra próxima cena
09/10/2019 12:15:47
quando a idade do casal é muito diferente o mais velho precisa respeitar o mais novo no seu processo de aceitação e pronto sexualmente.
09/10/2019 00:38:36
POIS É, AS MERDAS JÁ ESTÃO COMEÇANDO A ACONTECER. PRIMEIRO A DANI E O BEIJO QUE ELA TE FORÇOU A DAR. DEPOIS VC CONFESSAR PRA ELA O SEU RELACIONAMENTO COM EDUARDO. E POR FIM EDUARDO FORÇANDO UMA BARRA QUE ELE DISSE QUE IRIA SEGURAR. ESSE LANCE DE 'EU PENSEI QUE VC QUERIA', 'EU PENSEI QUE ESTAVA APAIXONADO POR MIM', TUDO ISSO É CHANTAGEM EMOCIONAL. EDUARDO ESTÁ SENDO UM BABACA. MAS ELE NÃO FOI MAIS BABACA QUE VC QUANDO ABRIU SOBRE SUA VIDA PRA DANI. REALMENTE ISSO NÃO VAI DAR BOA COISA. LOGO O COLÉGIO TODO VAI SABER. VC TÁ FERRADO. DIGO, VOCÊS.

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